A dificuldade em se reter talentos

Que a rotatividade de bons profissionais nas grandes, médias e pequenas empresas no geral tem crescido gradativamente, isso não é nenhuma novidade. No entanto, continua sendo um dado preocupante para os analistas de Recursos Humanos, afinal, como fazer para reter os talentos dentro da empresa?

A busca pelo emprego ideal, a falta de criação de laços e “apego” a empregos, tem feito a geração Y buscar sempre as melhores oportunidades, vivenciarem o momento e estar sempre fora da inércia da insatisfação. Não é como as gerações passadas, que se fixavam em uma carreira e emprego se este estivesse gerando estabilidade, uma vez que o foco era garantir rendimentos para um futuro tranquilo.

Aliado a isto, ainda tem o fator da falta de preocupação por parte das empresas em investir em seu principal recurso: o material humano. Posso dar alguns exemplos básicos a qual presencio com freqüência. Nas proximidades onde moro, existem os principais grandes supermercados. Não é incomum presenciar os funcionários de todas essas redes, descansando nas calçadas após o almoço, muitas vezes até deitados e dormindo. Fico pensando, será que estes supermercados nunca pensaram em investir em uma estrutura para os funcionários onde os mesmos possam ter um momento de descanso privado, sem ter que ficar expostos quase que no meio da rua como mendigos? Não são poucas as reclamações de como é ruim se trabalhar em supermercados, é claro que as principais reclamações vêm devido aos baixos salários e cargas pesadas, mas o que se faz por estes empregados para que se sintam minimamente confortáveis em seu ambiente de trabalho, já que outros fatores não irão melhorar? Segundo exemplo, em um banheiro de shopping, já presenciei uma funcionária de uma das lojas chorando de dores de cólica e preocupada em ter que voltar ao trabalho naquelas condições, já que o horário para ir ao banheiro era cronometrado. Que tipo de condições de trabalho são essas? Nesse caso, por um bom salário vale passar por isso? Terceiro e último exemplo, já vi uma pessoa reclamar que preferia não acordar do que acordar e perceber que tem que ir trabalhar, pois não aguenta mais o ambiente do Banco onde trabalha. São estas questões em que falo em se preocupar verdadeiramente com o ser humano que ali está, não apenas o enxergar como um empregado a cumprir metas. Todos nós merecemos o mínimo de conforto, de incentivo e cuidados. Afinal, passamos mais tempo no trabalho do que no nosso próprio lar. Então, o que fazer para valorizar a equipe para estar ali com vontade, prazer e determinação em dar o seu melhor?

Aqui no Estúdio Cabana, como nosso foco é humanizar as marcas através dos nossos gifts conceituais como ferramenta de comunicação, procuramos sempre conversar sobre isso e entender como as empresas têm buscado crescer nesse aspectos. Afinal, não basta apenas querer se apresentar humanizada, mas é preciso fazer. Já temos muitos exemplos de empresas que nos procuram buscando dicas para alimentar a cultura que têm de presentear mensalmente suas equipes com mimos de incentivo, agradecimento por terem alcançado as metas, valorização das qualidades que agregam resultados na empresa. E é ótimo ver que alguns passos estão sendo dados neste sentido e que o planejamento de gifting surge como ferramenta fundamental, gerando bons resultados para as marcas. Isso nos motiva continuar trilhando neste caminho da comunicação com emoção e que gera mudanças de verdade no ambiente de trabalho e nas relações humanas.